A DIFÍCIL ARTE DOS RELACIONAMENTOS

A definição de amor não é exata e muito menos objetiva. Para uns, um conjunto de sentimentos que só quem sente sabe como é. Para outros, é sinônimo de companheirismo, carinho, cuidado, um despertar de coisas boas quando se está junto a quem se ama. Então, se juntarmos duas pessoas compartilhando estes bons sentimentos, teríamos uma receita infalível para o “felizes para sempre”, certo?

Na realidade não é bem isso que acontece.

Atualmente, o casamento é uma escolha pautada no amor, ocorre (na maioria dos casos) pela união de duas pessoas que se amam e optam por viverem juntas.

Então, vejamos os números:

A taxa de divórcios aumentou 160% em 10 anos. Em 2004 tínhamos um total de 130,5 mil divórcios registrados, em 2014 este número saltou para 341,1 mil e, segundo o IBGE, “refletem a gradual mudança de comportamento da sociedade brasileira”.

Mas, e o “felizes para sempre”?

Quando casamos, não casamos com uma pessoa, casamos com duas. Aquela que idealizamos (na nossa cabeça) e aquela que realmente temos ao nosso lado.

É fundamental conscientizar-se de suas expectativas e assim, unir desejos e transformá-los em uma expectativa mais realista das coisas. Uma relação saudável é construída e se mantém através do diálogo, do entender que o que eu quero não necessariamente é o que eu terei e que não precisa ser assim sempre. Aprender a encontrar um meio termo, algo que seja bom para os dois, não é receita, mas um fator que possibilita uma vida a dois mais harmoniosa e saudável.

Porque parece ser tão difícil?

Principalmente nos 3 primeiros anos de união há a necessidade de adaptação e ajuste ao outro, pois, cada um vem com uma enorme bagagem de valores, cultura, comportamentos familiares aprendidos e da própria personalidade. O respeito à subjetividade do outro é a chave para a construção de um relacionamento saudável. O casamento é baseado em acordos, no melhor sentido da palavra. Acordar = concordar, quando ambos, unem e equilibram desejos. Seja decidindo quem lava a louça ou onde será o almoço de domingo. Quando há mais discórdia e dificuldade em ceder ao bem comum, visando somente o próprio bem, há o desentendimento e, somando isso repetidas vezes, a possibilidade do divórcio ocorrer, é real.

Conversar sobre os problemas assim que eles surgem pode evitar mágoas e ressentimentos. Deste modo, o casal faz do diálogo uma rotina e mantém o sentimento de colaboração, respeito e entendimento recíproco, fundamentais para a manutenção de um relacionamento amoroso saudável.

Infelizmente não há uma fórmula mágica, mas há comprovadamente, posturas que colaboram para um relacionamento mais duradouro e satisfatório.

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